Jornal Fonte Viva

janeiro 23rd, 2012


Caldas Novas, fevereiro e março de 2012

Informativo da Paróquia Nossa Senhora das Dores – ANO XIII – Nº 116

Caixa de texto: Caldas Novas, FEVEREIRO E MARÇO DE 2012. Informativo da Paróquia Nossa Senhora das Dores – ANO XIV – Nº 116

Ao recebermos a imposição das cinzas, no início da quaresma, somos convidados a viver o Evangelho, viver da Boa Nova.

A Boa Nova que recebemos é Jesus Cristo. Ele abriu um novo horizonte para todas as pessoas que nele crêem.

Crer no Evangelho é crer em Jesus Cristo que na doação amorosa da cruz deu-nos vida nova e concedeu-nos a graça de sermos filhos do Pai. Com sua morte transformou todas as realidades, criando um novo céu e uma nova terra.

A quaresma é o caminho que nos leva ao encontro do Crucificado - ressuscitado. Caminho, porque processo existencial, mudança de vida, transformação da pessoa que recebeu a graça de ser discípulo – missionário. A oração, o jejum e a esmola indicam o processo de abertura necessária para sermos tocados pela grandeza da vida nova que nasce da cruz e da ressurreição.

Assim, atingidos por Ele e transformados n’Ele, percebemos que todas as realidades devem ser transformadas, para que todas as pessoas possam ter a vida plena do Reino.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove a Campanha da Fraternidade, desde o ano de 1964, como itinerário evangelizador para viver intensamente o tempo da quaresma.

A Igreja propõe como tema da Campanha deste ano: A fraternidade e a Saúde Pública, e com o Lema: Que a saúde se difunda sobre a terra (cf. Eclo 38,8). Deseja assim, sensibilizar a todos sobre a dura realidade de irmãos e irmãs que não têm acesso à assistência de Saúde Pública condizente com suas necessidades e dignidade. É uma realidade que clama por ações transformadoras. A conversão pede que as estruturas de morte sejam transformadas.

A Igreja, nessa quaresma, à luz da Palavra de Deus, deseja iluminar a dura realidade da Saúde Pública e levar os discípulos – missionários a serem consolo na doença, na dor, no sofrimento e na morte. E, ao mesmo tempo, exigir que os pobres tenham um atendimento digno em relação à saúde. Que ela se difunda sobre a terra, pois a salvação já nos alcançada pelo Crucificado.

Às nossas Comunidades, grupos e famílias, uma abençoada caminhada quaresmal e celebremos a Jesus Cristo que fez novas todas as coisas.

(Texto Base – CF 2012. Dom Leonardo Ulrich Steiner – Bispo Auxiliar de Brasília - DF e Secretário Geral da CNBB, Pe. Luiz Carlos Dias – Secretário Executivo da Campanha da Fraternidade

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Oração da Campanha da Fraternidade

Senhor Deus de amor, Pai de bondade, nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo, em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.

Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo, e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.

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Oração de São Brás – Protetor da Garganta.

Dia 03 de Fevereiro.

Ó glorioso São Brás, que restituístes com uma breve oração a perfeita saúde a um menino que, por uma espinha de peixe atravessada na garganta, estava prestes a expirar, obtende para nós todos a graça de experimentarmos a eficácia do vosso patrocínio em todos os males da garganta. Conservai a nossa garganta sã e perfeita para que possamos falar corretamente e assim proclamar e cantar os louvores de Deus. Amém

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ORAÇÃO DA 9ª ASSEMBLEIA

Deus Pai de amor e bondade somos teu povo peregrino da Diocese de Ipameri. Estamos vivendo, com entusiasmo, o processo da Nona Assembléia Diocesana de Pastoral. Como cristãos no mundo desejamos viver profundamente a nossa missão de “CHAMADOS E ENVIADOS PARA EVANGELIZAR COMO IGREJA DISCÍPULA MISSIONÁRIA”.

Jesus Cristo queremos aprender, de Ti, o jeito de evangelizar, pois entendemos que “a messe é grande e os operários são poucos” (Lc 10,2ª) e a Vida clama por cuidados. Seus gemidos ecoam das crianças, dos jovens, dos adultos, dos idosos, dos rios, das matas, dos animais, da terra espoliada e maltratada, do planeta nossa casa comum.

Divino Espírito Santo, Dom de Deus, ilumina-nos, santifica-nos e impulsiona-nos para que corajosa e profeticamente assumamos nossa responsabilidade de testemunhar Jesus Cristo “Caminho, Verdade e Vida”. Fazei que nossa vida seja “DOM” e “SERVIÇO” para que todos “tenham vida em abundância”.

Maria e José, caminhai conosco e rogai por nós. Amém!

(Texto tirado do livro – 9ª Assembleia Diocesana de Pastoral – da Diocese de Ipameri)

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Expediente

Fonte Viva

Paróquia N. Senhora das Dores.

Praça da Matriz, s/n – Centro

Caixa Postal 23 –

Caldas Novas - GO.

http: // www.paroquiansdores.org

Secretaria Paroquial

Tel: (64) 3453-1438

Pároco:

Pe Ivan Vieira dos Anjos.

Revisão:

Pe Ivan Vieira dos Anjos.

Colaboradores:

Pe Ivan Vieira dos Anjos – Pároco

Mariângela R. da Cunha – Pastoral do Dízimo

Diagramação:

Carla Mª Augusta Almeida Andrade.

Internet

Bonfim Carmo

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Programe-se

BATIZADO:

1. Dias 12 de fevereiro e 11 de março, na Igreja Matriz, às 10horas.

2. Dias 26 de fevereiro e 25 de março, na Igreja Divino Pai Eterno, às 10horas.

CURSO DE PREPARAÇÃO PARA O BATISMO

1. Dia 03 de março, no C. T. L., das 13h às 19h30m. Inscrições na secretaria paroquial.

CURSO DE PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO

1. Dias de 10 e 11 de março, na Comunidade São Lucas, a partir das 14 horas no sábado.

REUNIÕES E RETIRO

1. Dias 04 e 05 de fevereiro, em Ipameri, Formação Diocesana sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

2. Dia 09 de fevereiro, na Igreja Matriz, Missa de Envio da Nova Coordenação Paroquial, às 19horas.

3. Dia 16 e 23 de fevereiro, Formação para todas as Lideranças, Ministros e candidatos aos Ministérios Extraordinários – Tema: Campanha da Fraternidade 2012, no C T L, a partir das 19h30m.

Dia 3 de março, Retiro para todas as Lideranças da Paróquia, das 07h às 16h30m.

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Assembleia Paroquial

PRIORIDADE ASSUMIDA PARA 2012CATEQUESE EVANGELIZADORA

OBJETIVO GERAL:

Ø Evangelizar, por meio de uma catequese evangelizadora, fazendo ecoar a Boa Nova geradora de comunidades vivas e transformadoras da realidade, tendo como horizonte a revitalização da catequese na paróquia.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

Ø Responder aos apelos do Senhor Jesus, que conta com cada cristão neste momento da história, em meio ao pluralismo cultural e religioso.

Ø Acentuar a importância da comunidade paroquial e da família para o bom êxito do trabalho catequético.

Ø Promover uma profunda conversão pessoal e pastoral de todos os agentes pastorais e evangelizadores, conscientizando toda a paróquia para a realização de uma pastoral de conjunto, despertando uma consciência vocacional e trabalhando a comunidade na diversidade como discípulos/as missionários/as dos sonhos de Jesus Cristo.

DESTAQUES:

v Família: Reativar a Pastoral Familiar na paróquia.

v Juventude: Criar uma Equipe Paroquial para acompanhar a juventude.

v Formação: Exigir a presença nas formações que a paróquia oferece.

v Consciência Vocacional: Trabalhar a conscientização e motivação vocacional da comunidade sobre o sentido da vocação na Igreja, levando-a a se sentir responsável pelo cultivo das vocações.

(Equipe Executiva de Pastoral Paroquial)


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Caminhar em Comunhão

Somos uma Igreja formada por grande diversidade de comunidades, movimentos, pastorais, serviços, ministérios, organismos e obras. Por isso, torna-se fundamental criar um clima de profunda comunhão entre todas essas instâncias, caminhando numa grande Pastoral de Conjunto.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) procura realizar este trabalho de comunhão através de diretrizes pastorais que orientam a construção dos planos pastorais das Igrejas Particulares (Dioceses).

As atuais diretrizes foram elaboradas para os anos de 2011 a 2015 e têm como Objetivo Geral: Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja Discípula, Missionária e Profética, alimentada pela Palavra e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.

Diretrizes são rumos que indicam o caminho a seguir, abordando aspectos prioritários da ação evangelizadora, princípios norteadores e urgências irrenunciáveis. Os planos pastorais das Igrejas Particulares percorrem um roteiro específico, contendo estudo e iluminação da realidade à luz da fé, objetivos, critérios e meios para concretização na própria realidade. Realizar planos é uma tarefa que cabe às Comissões Pastorais e às Igrejas Particulares, com suas paróquias, comunidades, organismos, movimentos leigos, institutos de vida consagrada, em suma, todos os agentes de pastoral. Na interação entre as diretrizes e os planos, o objetivo geral é assumido por todos os Bispos do Brasil, em suas Igrejas Particulares, preservando-se a unidade e a diversidade (DGAE 2).

Tendo tudo isso em mente, “Nossa Missão é Evangelizar” nessa profunda comunhão com a Igreja no Brasil.

(Pe. Ivan Vieira dos Anjos – Vigário Geral e Pároco)

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Nós cristãos adoramos um Deus Trinitário. Isso significa que Deus não é solidão, mas uma família, comunidade de Três pessoas. Dizemos pessoas, pois podemos nos relacionar com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essa comunidade divina de amor é partilha constante. Desde a Criação, Ele vem partilhando conosco a vida, a caminhada, sua preocupação pelo nosso bem e salvação, seu amor e carinho.

“Obrigado (a) dizimista! Por sua colaboração na partilha e doação para com cada um de nossos irmãos. Parabéns pelo seu dia, que Deus os abençoe hoje e sempre! Amém.


Fevereiro:<%

Qual dia da semana devemos guardar: o Sábado ou o Domingo?

janeiro 23rd, 2012

APOLOGÉTICA

I - O SÁBADO NO ANTIGO TESTAMENTO:

1. “Sábado” provém do hebraico “Shabath”, que significa “repouso, cessão”. O vocábulo “Shabath” também pode ser relacionado com o vocábulo “Sheba’”, que significa “sete”. Assim, o sábado bíblico nada mais é que um dia de descanso observado a cada sete dias.

2. Na Bíblia, o sábado se prende ao ritmo sagrado da semana, que se encerra com um dia de repouso e de culto a Deus (cf. Os 2,13; 2Rs 4,23; Is 1,13; Ex 20,8; 23,12; 34,21).

3. O sábado deveria ser observado por diversas razões: por questões humanitárias (cf. Ex 23,12; Dt 5,12-14), por ser sinal de distinção com relação aos outros povos (cf. Ez 20,12.30; Ex 31,13-17), por ser um dia que não poderia ser profanado pelo trabalho (Ez 22,8) e por ser legislação sacerdotal, já que Deus teria descansado no 7º dia (cf. Gn 1,1-2.4a; Ex 30,8-11; 31,17).

4. O sábado era um dia festivo (cf. Os 2,13; Is 1,13), no qual não podia haver compras, vendas ou trabalhos no campo (cf. Am 8,5; Ex 34,21). Era também proibido acender fogo (Ex 35,3), recolher lenha (Nm 15,32) e preparar alimentos (Ex 16,23). Até mesmo a guarda do palácio era reduzida (2Rs 11,5-9)… Os fiéis iam ao santuário (Is 1,12s), após uma convocação santa (Lv 23,3), ofereciam sacrifícios (Nm 28,9-10) e renovavam o pão da proposição (Lv 24,8; 1Cr 9,32) ou simplesmente aguardavam a visita de um profeta (2Rs 4,23). Após o exílio babilônico, a observância do sábado foi radicalizado: Neemias agiu com energia para garanti-lo (Ne 13,15-22), as viagens foram proibidas (Is 58,13) assim como o transporte de cargas (Jr 17,19-27). Na época macabéia, a observância era tão cega que muitos se deixaram matar sem oferecer resistência (1Mc 2,37-38; 2Mc 6,11-12; 15,1-2). Finalmente, na época de Jesus, os fariseus elaboraram verdadeira “casuística” quanto ao sábado: 39 tipos de trabalho eram proibidos (entre eles colher espigas [Mt 12,2], carregar fardos [Jo 5,10], etc). Os médicos somente podiam atender os doentes em perigo iminente de morte (motivo pelo qual se opuseram a Jesus, que curava aos sábados - cf. Mt 12,9-13; Mc 3,1-5; Lc 6,6-10; 13,10-17; 14,1-6; Jo 5,1-16; 9,14-16)… os essênios chegaram ao absurdo de proibirem a defecação no sábado!!!

II - NOVO TESTAMENTO: O DIA DO SENHOR

1. Enquanto Jesus viveu entre nós, observou a Lei e frequentou as Sinagogas onde aproveitou para pregar o Evangelho.

2. Jesus sempre repreendeu o rigorismo dos fariseus, já que estes, muitas vezes, tornavam-se hipócritas. Desta forma, Jesus colocou a caridade acima da observância do sábado (Mt 12,10-14; Lc 13,10-17; 14,1-6; Jo 5,8-18), usando o conhecidíssimo bordão: “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado” (Mc 2,27). Com estas palavras, o Senhor quis afirmar que o sábado era um meio para o homem alcançar a união com Deus e não um fim em si mesmo. Por isso, declarou que era o Senhor do Sábado (Mc 2,28) e foi incriminado pelos doutores da Lei (Jo 5,9), ao que respondeu que nada mais fazia senão imitar o Pai que, mesmo entrando em repouso após ter criado o mundo, continuou a governá-lo e também os homens (Jo 5,17).

3. Se, no princípio, os discípulos observaram o sábado para pregar o evangelho nas sinagogas (At 13,14; 16,13; 17,2; 18,4) logo se deram conta que a Nova Lei havia superado a Antiga. São Paulo sempre lutou contra a infiltração de idéias judaizantes, sobretudo quando escreve “que ninguém vos critique por questões de alimentos ou bebidas ou de festas, luas novas e sábados. Tudo isto não é mais do que a sombra do que devia vir. A realidade é Cristo. (Cl 2,16-17; v.tb. 2Cor 5,17). Os cristãos, então, passaram a realizar seus cultos no dia seguinte ao sábado, isto é, no domingo, dia em que o Senhor Jesus ressuscitou (alias “domingo” vem de “domini dies”, isto é, “Dia do Senhor”). Diversas são as provas bíblicas da observância do domingo: Jo 20,22-23.26; At 2,2; At 20,7-16; 1Cor 16,1-2; Ap 1,10. Repare-se bem que esse era o dia em que os cristãos se reuniam! Dessa forma, a perspectiva cristã sempre enxergou o antigo sábado dos judeus como uma figura, da mesma forma que outras instituições do AT.

4. “Pelo repouso do sábado os israelitas comemoravam o repouso (figurado) de Deus após haver criado o mundo e o homem. Ora, com a ressurreição de Cristo, a primeira criação tornou-se prenúncio e figura da segunda criação ou da nova criação do gênero humano que se deu quando Cristo venceu a morte e apareceu como novo Adão. Era justo, portanto, ou mesmo necessário, que os cristãos passassem a observar, como Dia do Senhor ou como sétimo dia e dia de repouso (sábado), o dia da ressurreição de Cristo” (d. Estevão Bettencourt, “Diálogo Ecumênico, p.250). A própria carta aos Hebreus acentua a índole figurativa do sábado, afirmando que o repouso do sétimo dia era apenas uma imagem do verd

5. adeiro repouso que fluiremos na presença de Deus (cf. Hb 4,3-11).

III - A TRADIÇÃO CRISTÃ

Fora da Bíblia, inúmeros são os testemunhos que comprovam a santificação do domingo pelos primeiros cristãos: Didaqué [~96 dC] (Did. 14,1), Plínio [séc.II dC] (governador da Bitínia - Ad Traj. X,96,7), Sto. Inácio de Antioquia [~100 dC] (Magn. 9,1), S. Justino Mártir [153 dC] (1Apol. 67,3,7), Constituições Apostólicas [séc. III]…

Logo, ao contrário do que costumeiramente se afirma, o domingo não foi instituído no séc IV, mas é observado - como bem documenta a Palavra de Deus e a Sagrada Tradição - desde o período apostólico.

IV - CONCLUSÃO

1. Como vimos, a palavra “shabath” significa “repouso” e “sete”. Ora, os cristãos em geral - com exceção dos adventistas e batistas do sétimo dia - observam o repouso do domingo a cada sete dias, de forma que não estão em contradição com o 3º Mandamento.

2. A Nova Aliança ultrapassou a Antiga. A própria Bíblia documenta a celebração do culto cristão no domingo, como vimos. A Tradição dos dois primeiros séculos também testemunham a observância do domingo entre os cristãos e não mais o sábado. Observemos que o NT faz mais 100 referências positivas ao Decálogo, nenhuma porém quanto à observância restrita do sábado.

3. Se existem cristãos que - em franca contradição com a maioria absoluta - ainda observam o sábado, isso diz respeito ao espírito judaizante que invocam, espírito esse condenado pelo Apóstolo: “Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo” (2Cor 5,17; v.tb., quanto ao sábado, Cl 2,16-17). Devemos, assim, compreender que o sábado, como dia santificado, foi um sinal entre Deus e Israel, ou seja, uma obrigação restrita aos judeus.

4. Finalmente: Cristo se auto-declarou como “Senhor do Sábado” (tendo, portanto, poder sobre ele); Jesus ressuscitou num domingo; o Espírito Santo veio sobre a Igreja num domingo; os apóstolos se reuniam aos domingos; os cristãos antes do Período Constantiniano (séc. IV) se reuniam aos domingos; os cristão pós-Constantinianos também se reuniam aos domingos; todos os cristãos atuais (católicos, ortodoxos e protestantes - com exceção dos adventistas e batistas do 7º dia) ainda observam o domingo… Como duvidar que o domingo não foi instituído divinamente? Temos todos os testemunhos que precisávamos: Bíblia, Tradição e Magistério; temos a palavra final: Domingo é o Dia do Senhor!

5. Faço minhas as palavras do pe. Arthur Betti: “Vale mais um domingo [dia em que Cristo ressuscitou] do que todos os sábados sem ressurreição, sem a verdadeira libertação”! (”O que o Povo Pergunta?”, p.169). A vitória de Cristo é a nossa vitória!

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“Reúnam-se no dia do Senhor [= dominica dies = domingo] para partir o pão e agradecer, depois de ter confessado os pecados, para que o sacrifício de vocês seja puro” (Didaqué 14,1 - primeiro catecismo cristão, escrito no séc. I, mais precisamente no ano 96 dC).

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— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! - 27/1/2012

janeiro 23rd, 2012

— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos! - 27/1/2012

Primeira Leitura (2Sm 11,1-4a.5-10a.13-17)

Leitura do Segundo Livro de Samuel.

1No ano seguinte, na época em que os reis costumavam partir para a guerra, Davi enviou Joab com os seus oficiais e todo o Israel e eles devastaram o país dos amonitas e sitiaram Rabá. Mas Davi ficou em Jerusalém.

2Ora, um dia, ao entardecer, levantando-se Davi de sua cama, pôs-se a passear pelo terraço de sua casa e avistou dali uma mulher que se banhava. Era uma mulher muito bonita.

3Davi procurou saber quem era essa mulher e disseram-lhe que era Betsabéia, filha de Eliam, mulher do hitita Urias. 4aEntão Davi enviou mensageiros para que a trouxessem. Ela veio e ele deitou-se com ela. 5Em seguida, Betsabeia voltou para casa. Como ela concebesse, mandou dizer a Davi: “Estou grávida”.

6Davi mandou esta ordem a Joab: “Manda-me Urias, o hitita”. E ele mandou Urias a Davi. 7Quando Urias chegou, Davi pediu-lhe notícias de Joab, do exército e da guerra. 8E depois disse-lhe: “Desce à tua casa e lava os pés”.

Urias saiu do palácio do rei e, em seguida, este enviou-lhe um presente real. 9Mas Urias dormiu à porta do palácio com os outros servos do seu amo, e não foi para casa. 10aE contaram a Davi, dizendo-lhe: “Urias não foi para sua casa”.

13Davi convidou-o para comer e beber à sua mesa e o embriagou. Mas, ao entardecer, ele retirou-se e foi-se deitar no seu leito, em companhia dos servos do seu senhor, e não desceu para sua casa.

14Na manhã seguinte, Davi escreveu uma carta a Joab e mandou-a pelas mãos de Urias. 15Dizia nela: “Colocai Urias na frente, onde o combate for mais violento, e abandonai-o para que seja ferido e morra”.

16Joab, que sitiava a cidade, colocou Urias no lugar onde ele sabia estarem os guerreiros mais valentes. 17Os que defendiam a cidade, saíram para atacar Joab, e morreram alguns do exército, da guarda de Davi. E morreu também Urias, o hitita.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Responsório (Sl 50)

— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!

— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!

— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado e apagai completamente a minha culpa!

— Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

— Mostrais assim quanto sois justo na sentença, e quanto é reto o julgamento que fazeis. Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade e pecador já minha mãe me concebeu.

— Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria, e exultarão estes meus ossos que esmagastes. Desviai o vosso olhar dos meus pecados e apagai todas as minhas transgressões!

Aclamação (Mt 11,25)

— Aleluia, aleluia, aleluia.

—Aleluia, aleluia, aleluia.

— Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!

Evangelho (Mc 4,26-34)

— O Senhor esteja convosco.

—Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

—Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.

28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.

30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.

33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

— Palavra da Salvação.

—Glória a vós, Senhor.

— Anunciai entre as nações os grandes feitos do Senhor! - 26/1/2012

janeiro 23rd, 2012

— Anunciai entre as nações os grandes feitos do Senhor! - 26/1/2012

Primeira Leitura (2Tm 1,1-8)

Início da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo.

1Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo pelo desígnio de Deus referente à promessa de vida que temos em Cristo Jesus, 2a Timóteo, meu querido filho: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor! 3Dou graças a Deus —a quem sirvo com a consciência pura, como aprendi dos meus antepassados — quando me lembro de ti, dia e noite, nas minhas orações. 4Lembrando-me das tuas lágrimas, sinto grande desejo de rever-te, e assim ficar cheio de alegria. 5Recordo-me da fé sincera que tens, aquela mesma fé que antes tiveram tua avó Loide e tua mãe Eunice. Sem dúvida, assim é também a tua. 6Por este motivo, exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Pois Deus não nos deu um espírito de timidez mas de fortaleza, de amor e sobriedade. 8Não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Ou(escolhe-se uma das leituras)

Primeira Leitura (Tt 1,1-5)

Início da Carta de São Paulo a Tito.

1Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para levar os eleitos de Deus à fé e a conhecerem a verdade da piedade 2que se apoia na esperança da vida eterna. Deus, que não mente, havia prometido esta vida desde os tempos antigos, 3e, no tempo marcado, manifestou a sua palavra por meio do anúncio que me foi confiado por ordem de Deus nosso salvador. 4A Tito, meu legítimo filho na fé comum, graça e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo nosso Salvador. 5Eu deixei-te em Creta, para organizares o que ainda falta e constituíres presbíteros em cada cidade, conforme o que te ordenei.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Responsório (Sl 95)

— Anunciai entre as nações os grandes feitos do Senhor!

— Anunciai entre as nações os grandes feitos do Senhor!

—Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó Terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome!

— Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações e entre os povos do universo seus prodígios!

— Ó família das nações, dai ao Senhor, nações, dai ao Senhor poder e glória, dai-lhe a glória que é devida ao seu nome!

—Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça.

Aclamação (Lc 4,18)

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.

Evangelho (Lc 10,1-9)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

— Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho. - 25/1/2012

janeiro 23rd, 2012

— Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho. - 25/1/2012

Primeira Leitura (At 22,3-16)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, Paulo disse ao povo: 3”Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade. Como discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da Lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus, como acontece hoje convosco. 4Persegui até à morte os que seguiam este Caminho, prendendo homens e mulheres e jogando-os na prisão. 5Disso são minhas testemunhas o Sumo Sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de recomendação para os irmãos de Damasco. Fui para lá, a fim de prender todos os que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados. 6Ora, aconteceu que, na viagem, estando já perto de Damasco, pelo meio dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. 7Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ 8Eu perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’. 9Meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. 10Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o que deves fazer’. 11Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pela mão dos meus companheiros. 12Um certo Ananias, homem piedoso e fiel à Lei, com boa reputação junto de todos os judeus que aí moravam, 13veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista!’ No mesmo instante, recuperei a vista e pude vê-lo. 14Ele, então, me disse: ‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a sua própria voz. 15Porque tu serás a sua testemunha diante de todos os homens, daquilo que viste e ouviste. 16E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele!’”

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Ou(escolhe-se uma das leituras)

Primeira Leitura (At 9,1-22)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

1Naqueles dias, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao Sumo sacerdote 2e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho.

3Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. 4Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”

5Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. 6Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. 7Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. 8Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. 9Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu. 10Em Damasco, havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor!” 11O Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”.

12E, numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias, entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. 13Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. 14E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome”. 15Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. 16Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa”. 17Então Ananias saiu, entrou na casa, e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”.

18Imediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. 19Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, 20e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus. 21Os ouvintes ficavam perplexos e comentavam: “Este não é o homem que, em Jerusalém, perseguia com violência os que invocavam o nome de Jesus? E não veio aqui, justamente, para prendê-los e levá-los aos sumos sacerdotes? 22Mas Saulo se fortalecia cada vez mais e deixava confusos os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Messias.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Responsório (Sl 116)

— Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

— Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o!

— Pois comprovado é o seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!

Aclamação(Jo 15,16)

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Eu vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, assim disse o Senhor.

Evangelho (Mc 16,15-18)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!” - 24/1/2012

janeiro 23rd, 2012

— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!” - 24/1/2012

Primeira Leitura (2Sm 6,12b-15.17-19)

Leitura do Segundo Livro de Samuel.

Naqueles dias, 12Davi pôs-se a caminho e transportou festivamente a arca de Deus da casa de Obed-Edom para a cidade de Davi. 13A cada seis passos que davam, os que transportavam a arca do Senhor sacrificavam um boi e um carneiro.

14Davi, cingido apenas com um efod de linho, dançava com todas as suas forças diante do Senhor. 15Davi e toda a casa de Israel conduziram a arca do Senhor, soltando gritos de júbilo e tocando trombetas. 17Introduziram a arca do Senhor e depuseram-na em seu lugar, no centro da tenda que Davi tinha armado para ela. Em seguida, ele ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos na presença do Senhor. 18Assim que terminou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios pacíficos, Davi abençoou o povo em nome do Senhor todo-poderoso. 19E distribuiu a toda a multidão de Israel, a cada um dos homens e das mulheres, um pão de forno, um bolo de tâmaras e uma torta de uvas. Depois todo o povo foi para casa.

— Palavra do Senhor.

—Graças a Deus.

Responsório (Sl 23)

— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!”

— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!”

— “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”

— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas!”

— “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!

— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo!

Aclamação (Mt 11,25)

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!

Evangelho (Mc 3,31-35)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

—Palavra da Salvação.

—Glória a vós, Senhor.

“EIS-ME AQUI, SENHOR; VENHO PARA FAZER A TUA VONTADE

janeiro 20th, 2012

São Pedro em sua 1ª carta põe uma ligação muito estreita entre santidade e obediência. Ele afirma que os cristãos são aqueles que forma “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, pela santificação do Espírito, PARA OBEDECER A JESUS CRISTO” (I Ped 1,2). Depois acrescenta: “Como filhos, obedientes, não consintais em modelar a vossa vida de acordo com as paixões de outrora, do tempo de vossa ignorância.” Antes, como é Santo Aquele que vos chamou, tornai-vos também santos em todo o vosso comportamento, porque está escrito: “SÊDE SANTOS PORQUE EU SOU SANTO” (1,14-15). “Pela obediência à verdade, purificastes as vossas almas para praticardes um amor fraternal sem hipocrisia. Amai-vos, pois, uns aos outros ardorosamente, e com um coração puro” (1,22). Então, os cristãos são santificados pela obediência. Obediência à Palavra de Deus, pois ela não nos santifica automaticamente, mas somente enquanto nos submetemos a ela e lhe obedecemos. 7.1 - A OBEDIÊNCIA DE CRISTO - O FUNDAMENTO DA NOSSA OBEDIÊNCIA Que é OBEDIÊNCIA? - Bata ver em que idéia de obediência se baseia a definição que a Escritura faz de Jesus como “o OBEDIENTE por excelência”. O verdadeiro fundamento da obediência cristã não é um princípio abstrato como o de Aristóteles; “Os inferiores devem obedecer aos superiores”. Não é uma idéia de obediência que está na base da obediência cristã, e sim uma ATO de obediência, que se expressa com estas palavras: “Cristo se fez por nós obediente até a morte e morte de cruz”(Fil 2). “Aprendeu a obediência por meio do sofrimento, tornando-se CAUSA da salvação de todos aqueles que Lhe obedecem”. Nós todos fomos santificados por aquele ato de obediência de Cristo. Em que consistiu aquele ato de Jesus? - Certamente Jesus - menino obedecia a seus pais. Adulto, obedecia às Leis e Instituições; submeteu-se a Pilatos, ao Sinédrio. Não é este o tipo de obediência a que São Pedro se refere, mas sim à obediência de Jesus ao Pai. De fato a obediência de Jesus é antítese perfeita da desobediência de Adão. A quem Adão desobedeceu, para ser o desobediente por excelência? Aos Pais? não . Às leis? Não existia ainda, Adão desobedeceu a Deus. A obediência envolve toda a vida de Jesus, desde que começou a existir no seio da Virgem Maria, quando disse: “Eis que venho, ó Deus, para fazer a Tua vontade” - até o último suspiro na cruz. A obediência é a tessitura conectiva da vida de Jesus. “ Cristo, embora fosse Filho, aprendeu a obediência pelo sofrimento; e levado à perfeição, se tornou para todos os que Lhe obedecem ao princípio da salvação eterna” (Heb 5,8-9). A obediência de Jesus não consistiu somente na sua morte. Jesus obedeceu durante toda a sua vida, a ponto de poder dizer: “Meu alimento consiste em fazer a Vontade do Pai.” Jesus obedece à PALAVRA DE DEUS escrita nos salmos, nos profetas, Palavra que foi escrita para Ele. Toda a vida de Jesus é como guiada por uma esteira luminosa, constituída pelas palavras que o Pai colocou na Escritura par que Ele, o Messias, as cumprisse. Assim é quando Jesus luta contra satanás. Qual é a sua arma? “Está escrito.” E assim satanás é vencido, fulminado. Quando os soldados vão prender Jesus, os Apóstolos tentam impedir. Mas Jesus diz: “Como se cumprirão as Escrituras, segundo as quais é preciso que seja assim?” Jesus se deixa prender para obedecer ao Pai, que através das Escrituras Lhe manifestara Sua vontade A grandeza extraordinária da obediência de Jesus se mede concretamente pelas coisas que Ele sofreu, que foram, como sabemos, tremendas! A obediência de Jesus, do ponto de vista existencial, pessoal se mede pela atitude com que ele obedece. Jesus obedece com o espírito de FILHO, em plena liberdade, com amor absoluto. Jesus morreu na cruz dizendo: “Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito”. JESUS NA CRUZ ABANDONOU AO DEUS QUE O ABANDONAVA, e esta é a Rocha da nossa salvação. Abandonar-se a Deus, enquanto Deus parece que está nos abandonando! Este é o último grau da obediência. 7.2 - OBEDIÊNCIA COMO GRAÇA - O BATISMO No quinto capítulo da Carta aos Romanos, São Paulo apresenta Cristo como o chefe dos obedientes. No sexto capítulo - nós cristãos entramos na esfera da obediência de Cristo, e assim somos salvos. Isto acontece por meio do Batismo. Se você se torna escravo de alguém, deve obedecer-lhe. No Batismo aconteceu uma real mudança de domínio; você passou da parte dos filhos de Adão para o lado dos filhos da obediência: irmão de Jesus. A obediência na vida cristã não é algo acessório, mas fundamental. Não há senhorio de Jesus, se da nossa parte não há a vontade de obedecer. É verdade que Deus Pai constituiu JESUS SENHOR, mas nós somos aqueles sobre quem Ele é o Senhor! Por isso não temos somente o dever, mas também a graça de obedecer ao Senhor. A obediência cristã tem suas raízes no Batismo. No início do cristianismo todos os cristãos faziam voto de obediência. O Concílio Vaticano II fala do chamado universal à santidade. Mas como não é possível a santidade sem obediência, concluímos que existe, sim, um chamado de Deus à obediência como algo acessível e praticável. 7.3 - A OBEDIÊNCIA COMO DEVER - A IMITAÇÃO DE CRISTO Pesquisando no Novo Testamento, em que consiste este DEVER DE OBEDECER, fazermos uma descoberta surpreendente: Aí se fala de todos os tipos de obediência: a dos filhos aos pais, às leis, às instituições humanas. Mas a obediência de um homem a outro homem é secundária. São Paulo fala de obediência à fé, ao ensino (que é a Palavra de Deus), ao Evangelho, à Verdade, ao Cristo. São Pedro fala de uma obediência à Verdade. Pergunto: É possível falar de obediência a Deus, à Palavra de Deus HOJE, em que temos 2.000 anos de distância na vida da Igreja? HOJE, que a vontade de Deus já está toda escrita, codificada em leis, cânones e tradições. É possível ainda hoje para um cristão que vem ao mundo 2.000 anos depois da vinda de Cristo, experimentar algo da obediência de Cristo ao Pai? O Espírito Santo guia e dirige, isto é, GOVERNA a Igreja com dois tipos de dons: hierárquicos e carismáticos. O Espírito Santo santifica a Igreja não só através dos Sacramentos e dos Ministérios (sacerdócio, hierarquia), mas também através dos dons carismáticos, pelos quais torna o povo de Deus apto para assumir tarefas e ofícios que servem para edificação da Igreja. A obediência a Deus ou ao Espírito Santo volta a ser não apenas possível, mas indispensável no momento em que essa dimensão pneumática e hierárquica estão juntas e não contrapostas. Assim como não podemos separar a alma do corpo sem que existisse uma morte, assim também não podemos dividir a Igreja institucional e a Igreja mistério. Mas como a Igreja do Espírito Santo e a Igreja hierárquica não podem ser separadas, assim também não se pode separar a obediência a Deus da obediência aos homens, à hierarquia, às leis, etc. Então, a obediência à autoridade, à hierarquia, às leis, se torna critério, para ver se um cristão é verdadeiramente obediente ou se ele apenas crê que obedece. Perguntamos: COMO SE FAZER PARA OBEDECER AO ESPÍRITO SANTO? - Vejamos: Tu escutas uma Palavra de Deus durante o Grupo de Oração, no sermão da Missa, ou privadamente no teu quarto, e te sentes interpelado por esta palavra. Sabes: “Esta palavra é uma ordem de Deus para mim agora.” É um movimento do Espírito Santo, que chamamos de “inspiração”. É tão suave, que facilmente o podemos sufocar. Sentes que o Senhor quer de ti algo definido, uma tarefa concreta, porém essa clareza desaparece logo. Sentes que não podes cumpri-la apenas com recursos da tua inteligência, porque a inspiração não veio da tua inteligência, mas de Deus, e por isso é só pelo Espírito Santo que podes abordá-la. Que fazer então? - Procura teu confessor, teu diretor espiritual, teu superior, a autoridade visível da Igreja, submete a ela teu chamado e confia na Igreja, porque é ela que te dará a certeza de estar obedecendo a Deus. 7.3.1 - TESTEMUNHO PESSOAL Estou falando de modo abstrato, de uma experiência que é minha, pessoal e concreta. Poucos meses depois de haver recebido o Batismo no Espírito Santo, voltei dos Estados Unidos para a Itália, onde era Professor na Universidade de Milão. Num momento de oração no meu quarto, aconteceu um fato que mudou minha vida. Naquela oração percebi, sem nada de milagroso, uma voz que ressoava dentro de mim, Era a voz de JESUS, e disso tenho plena certeza. Era Jesus, que saía de Nazaré e começava a pregar pela 1ª vez o Reino de Deus, que estava iminente; era o momento da esperança. Jesus me disse no coração, com toda simplicidade, como o faz também como todos vocês. Ele disse: “Raniero, se queres vir ajudar-me a pregar o Reino de Deus, deixa a Universidade, deixa tua cátedra e vem”. Tive receio de que Jesus passasse sem que eu estivesse pronto para dar o meu SIM. Mas pela graça de Deus, no mesmo instante eu disse aquele SIM.  A Universidade, meus títulos e cargos universitários, a cátedra, o Departamento de Ciências Religiosas, tudo caiu do meu coração e só ficou o SIM que eu disse a Jesus. Depois de alguns dias, me apresentei ao meu Superior Geral em Roma e lhe disse: “Creio que o Senhor quer de mim uma mudança de vida; que deixe tudo para pregar o Reino de Deus.” O Superior me disse: “Espera um ano, vamos rezar e depois veremos.” Então durante o ano aquela luz toda se apagou e eu me perguntava: “Deixo tudo, mudo minhas atividades, mas o que vou fazer, então?” Não via nada. Só sabia que um dia tinha recebido uma ordem de Deus e tinha dito SIM, mais nada. Tanto que no fim daquele ano vim a Roma novamente e fui falar com meu Superior, perguntando: “Passou um ano; que vou fazer agora?” Após termos rezado juntos, ele me disse: “Sim, é a vontade de Deus. Os outros vão dizer que tu estás louco, mas 10 anos depois vão reconhecer que foi Deus que te chamou.” Meus irmãos foi a obediência à Igreja que salvou minha obediência a Deus, e enquanto viver vou abençoar aquele Superior. Se sou pregador da Palavra de Deus é porque um dia o Senhor me chamou Três meses depois daquela conversa, fui nomeado pregador da Casa Pontifícia, no Vaticano. A obediência a Deus é algo que podemos fazer sempre, sempre. Quando Deus “descobre” uma pessoa disposta a obedecer, Ele manda, manda, sempre mais, na vida daquela pessoa, em todos os aspectos: pessoal familiar, etc., pois sabe que quanto mais Sua vontade entra no sangue e na vida de alguém, sem a pessoa se dar conta, torna-se mais santa. 7.3.2 - O SEGREDO Sim, há um “segredo prático” para caminharmos nessa direção. OBEDECER A DEUS É APRESENTAR QUESTÕES A DEUS. Em Êxodo 18, o genro de Moisés, Jetro, deu-lhe este conselho. Antes de tomar nossas decisões, OREMOS A DEUS. Se você acha que não obteve resposta, não faz mal: você quis submeter sua decisão a Deus. Vá em frente. Todos podemos obedecer, porque temos Jesus Cristo e Sua Palavra para submetermos a ela todos os aspectos de nossa vida. Conheço um cristão convertido, a quem o Senhor deu uma única regra de vida: obedeça à Palavra!” Hoje no mundo há um choque entre duas forças: o reino dos rebeldes e o reino dos obedientes de Cristo. No choque entre estes dois reinos, a vitória está na obediência. Somente os que obedecem a Cristo salvar-se-ão da confusão e da rebelião. Nossa palavra de ordem será a obediência a Deus e nada mais 7.4 - OBEDIÊNCIA E AUTORIDADE NA RCC Todos devem obedecer a Deus e à Palavra de Deus, também os líderes e superiores, pois a santidade está na obediência. A verdadeira fonte da autoridade está na obediência a Deus, isto é, na união da vontade do superior, do sacerdote, do bispo, do Papa, com a vontade de Deus. Um dia apresentou-se a Jesus um oficial romano e no correr do encontro ele disse que assim como seus subalternos lhe obedeciam porque ele era portador de autoridade para eles, assim Jesus era portador da autoridade do Pai. O centurião tinha compreendido que a força, a autoridade extraordinária de Jesus vinha de sua obediência ao Pai. Jesus mesmo havia declarado: “Eu faço sempre o que agrada ao Pai.” Esta autoridade na RCC, da Igreja, não pode ser baseada somente NO CARGO que a pessoa exerce, porque A FONTE DA AUTORIDADE DE ALGUÉM É A SUA PRÓPRIA OBEDIÊNCIA E SUBMISSÃO A DEUS. Um líder não deve dar muitas ordens SUAS; ele deve sempre basear-se no fato de que ele mesmo está obedecendo e fazendo a vontade de Deus. Quem comanda, deve basear-se o mínimo possível no seu CARGO, e o máximo possível na SUA PRÓPRIA SUBMISSÃO a Deus. Mas quem obedece, deve basear-se o menos possível NA PESSOA DO SUPERIOR E MAIS NO CARGO DELE.  O súdito não tem o direito de perguntar a si mesmo se o superior está obedecendo a Deus, porque isso seria o FIM da obediência. O súdito deve ter em mente que aquele homem preenche um cargo, e deve simplesmente obedecer-lhe. Claro que se pode dialogar, dar contribuição, corrigir informações, mas na última instância deve crer que se aquela pessoa está naquele cargo, é por vontade de Deus. Quando quem comanda se baseia nesta obediência a Deus, se houver contestação e resistência ( e sempre há!), Deus mesmo dirá ao superior, como disse a Jeremias: “Eu faço de ti uma fortaleza. Não te vencerão porque estou contigo.” 7.5 CONCLUSÃO Para superar a atual crise de obediência no mundo e na Igreja, é preciso apaixonar-se pela obediência. Há uma razão que nos deve levar a essa “paixão”: á complacência de Deus. Quando Abraão cumpriu aquela extraordinária obediência a Deus em relação a seu filho Isaac, Deus lhe disse: “Todas as nações da terra serão abençoadas na tua descendência, PORQUE OBEDECESTE À MINHA VOZ” (Gen 22,18). E como Jesus obedeceu ao Pai, está escrito que “Deus O exaltou e lhe deu um Nome que está acima de todos os nomes” (Fil 2). A complacência de Deus Pai por quem Lhe obedece através de Sua Palavra não tem limites. É o Espírito Santo que o afirma, porque está escrito que “Deus dá o Espírito Santo a quem se submete a Ele.” (At. 5,33). Irmãos e irmãs quiséramos entrar na fileira dos OBEDIENTES A DEUS. Há uma palavra muito pequena, que devemos repetir sempre: “EIS-ME!” Abraão, chamado por Deus, disse: “Eis-me!” Moisés, Isaías, Samuel, disseram: “Eis-me!” Maria disse: “Eis-me!” Como foi grande o “Eis-me!” de Maria! Ela é o modelo desta obediência à Palavra de Deus. Maria é ao lado de Jesus o símbolo da obediência a Deus. Por isto Santo Ireneu intitula Maria de “a nova EVA obediente”. Irmãos, ao amanhecer de cada dia, não sabemos o que nos espera. Ao iniciar novo trabalho, nova fase da vida, não sabemos o que virá para nós. Mas é muito belo, no início do dia ou do trabalho, poder dizer: “SENHOR, VENHO FAZER A TUA VONTADE!” Não sabemos como será o futuro da RCC, da Igreja, do mundo, mas é belo caminharmos para este futuro, levando no coração esta palavra: “EIS-ME AQUI, SENHOR; VENHO PARA FAZER A TUA VONTADE.” (Pe Raniero Catalamessa)

— Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele. - 23/1/2012

janeiro 20th, 2012

— Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele. - 23/1/2012

Primeira Leitura (2Sm 5,1-7.10)

Leitura do Segundo Livro de Samuel.

Naqueles dias, 1todas as tribos de Israel vieram encontrar-se com Davi em Hebron e disseram-lhe: “Aqui estamos. Somos teus ossos e tua carne. 2Tempos atrás, quando Saul era nosso rei, eras tu que dirigias os negócios de Israel. E o Senhor te disse: Tu apascentarás o meu povo Israel e serás o seu chefe”.

3Vieram, pois, todos os anciãos de Israel até o rei em Hebron. O rei Davi fez com eles uma aliança em Hebron, na presença do Senhor, e eles o ungiram rei de Israel. 4Davi tinha trinta anos quando começou a reinar, e reinou quarenta anos: 5sete anos e seis meses sobre Judá, em Hebron, e trinta e três anos em Jerusalém, sobre todo o Israel e Judá. 6Davi marchou então com seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam aquela terra. Estes disseram a Davi: “Não entrarás aqui, pois serás repelido por cegos e coxos”. Com isso queriam dizer que Davi não conseguiria entrar lá.

7Davi, porém, tomou a fortaleza de Sião, que é a cidade de Davi. 10Davi ia crescendo em poder, e o Senhor, Deus todo-poderoso, estava com ele.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Responsório (Sl 88)

— Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele.

— Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele.

— Outrora vós falastes em visões a vossos santos: “Coloquei uma coroa na cabeça de um herói e do meio deste povo escolhi o meu Eleito.

— Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. Estará sempre com ele minha mão onipotente, e meu braço poderoso há de ser a sua força.

— Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, sua força e seu poder por meu nome crescerão. Eu farei que ele estenda sua mão por sobre os mares, e a sua mão direita estenderei por sobre os rios”.

Aclamação (2Tm 1,10)

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Jesus Cristo Salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis.

Evangelho (Mc 3,22-30)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 22os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Beelzebu, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios.

23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? 24Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. 25Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. 26Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”. 30Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Oração em frente ao Santíssimo Sacramento

janeiro 7th, 2012


Muitas vezes nos colocamos diante de Jesus presente na Eucaristia e, envolvidos com nossos problemas e tribulações, não aproveitamos esses momentos preciosos diante de Deus Vivo. Santo António Maria Claret (1807 - 1870), fundador dos Claretianos, inspiradamente desenvolveu textos que nos levam a uma profunda intimidade com Deus na oração, usando a técnica do diálogo com Jesus, para que assim possamos ouvir sua voz em nossos corações. O roteiro que abaixo publicamos foi selecionado pela Equipe Pastoral da Arquidiocese de Viena, no ano de 1988. Siga este roteiro em sua oração diante do Santíssimo Sacramento, sem pressa, por um período mínimo de quinze minutos, se possível, diariamente. Inicie sempre a sua Adoração procurando ouvir a Voz de Jesus dizendo-lhe: “Não é preciso, meu filho(a), saber muito me agradar; basta amar-me fervorosamente. Fala-me,

pois, de uma maneira simples, assim como falarias com o mais íntimo dos amigos…”.

Menciona-me o seu nome e diz-me o que desejas que eu lhe faça. Pede muito. Não receies pedir.

Conversa comigo, simples e francamente, sobre os pobres que gostarias de consolar, sobre os doentes

que vês sofrer, sobre os desencaminhados que tanto desejas ver no caminho certo. Diz-me a favor deles

ao menos uma palavra.

Diz-me abertamente que te reconheces orgulhoso, egoísta, inconstante, negligente… E pede-me, então,

que Eu venha em teu auxílio nos poucos ou muitos esforços que fazes para te livrares dessas faltas.

Não te envergonhes! Há muitos justos, muitos santos no céu, que tinham exatamente os mesmos defeitos.

Mas pediram com humildade, e… pouco a pouco se viram livres deles.

Tão pouco deixes de me pedir saúde, bem como bons resultados nos teus trabalhos, nos teus negócios ou estudos. Posso dar-te e realmente te darei tudo isso, contanto que não se oponha à tua santificação, mas antes a favoreça. Mas quero que o peças. O que necessitas precisamente hoje? Que posso fazer por ti? Ah, se soubesses

quanto Eu desejo ajudar-te!

Conta-me. O que é que te ocupa? Que pensas? Que desejas? Que posso Eu fazer por teu irmão, por tua

irmã, pêlos teus amigos, pela tua família, pêlos teus superiores? Que gostaria tu de lhes fazer? E no que

se refere a mim, não sentes o desejo de me ver glorificado? E não queres fazer um favor aos amigos que

amas, mas que talvez vivam sem jamais pensar em mim? Dize-me, em que se detém hoje, de maneira

especial, a tua atenção? Que desejas mais vivamente? Quais os meios que tens para alcançar? Conta-me se não consegues fazer o que desejas e Eu te indicarei as causas do insucesso. Não gostarias de conquistar os meus favores?

Conta-me com todos os pormenores o que te entristece. Quem te feriu? Quem ofendeu o teu amor

próprio? Quem te desprezou? Conta-me tudo. Então, em breve, chegarás ao ponto de me dizer que,

imitando-me, queres perdoar tudo e de tudo te esqueceres. Como recompensa hás de receber a minha

bênção consoladora. Acaso tens medo? Sentes na tua alma melancolia e incerteza que, embora não

justificadas, não deixam de ser dolorosas? Lança-te nos braços da minha amorosa Providência. Estou

contigo, a teu lado. Vejo tudo, ouço tudo e, em momento algum te desamparo. Sentes frieza da parte de

pessoas que antes te queriam bem e que agora, esquecidas, se afastam de ti apesar de não encontrares

em ti motivo algum para isso? Roga por elas, pois se não forem obstáculo à sua santificação, Eu as trarei

de volta a teu lado.

Por que não me deixas tomar parte nela com a força de um bom amigo? Conta-me o que desde ontem,

desde a tua última visita, consolou e agradou teu coração. Talvez fossem surpresas agradáveis; talvez se

tenham dissipado teus negros receios; talvez tenhas recebido boas noticias, uma carta, uma demonstração de carinho; talvez tenhas conseguido vencer alguma dificuldade ou sair de algum apuro.

Tudo é obra minha. Dize-me simplesmente, como um filho ao seu pai: “Obrigado, meu Pai, obrigado!”

Bem sabes que eu leio que está no fundo do teu coração. É fácil enganar os homens, mas a Deus não

podes enganar. Fala-me, pois, com toda a sinceridade. Fizeste o propósito firme de, no futuro, não mais te

expores àquela ocasião de pecado, de te privares do objeto que te seduz, de não mais leres o livro que

exalta a tua imaginação, de não procurares a companhia das pessoas que perturbam a paz da tua alma?

Serás novamente amável e condescendente para agradar àquela outra, a quem, por ter te ofendido,

consideraste até hoje como inimiga? Ora, meu filho, volta agora às tuas ocupações habituais: ao teu

trabalho, à tua família, aos teus estudos; mas não esqueça os quinze minutos desta agradável conversa

que tiveste aqui, a sós comigo, no silêncio do santuário. Pratica tanto quanto possível o silêncio, a

modéstia, o recolhimento, a serenidade e a caridade para com o próximo. Ama e honra minha Mãe que é

também tua. E volta amanhã, com o coração mais amoroso, mais entregue a mim. No meu coração hás

de encontrar, em cada dia, um amor totalmente novo, novos benefícios e novas consolações. Vem que Eu

aqui te espero”.

Baseado em textos de Santo António Maria Claret.

bonfim@sitedopregador.com.br – Reze por mim!

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Asas de Deus

dezembro 30th, 2011

Depois de um incêndio florestal no Parque Nacional de Yellowstone, guardas florestais começaram a sua caminhada até uma montanha para avaliar os danos do inferno
e, um deles encontrou um pássaro literalmente petrificado em cinzas,empoleirado na base de uma árvore. Um pouco enojado com a visão misteriosa, ele derrubou o pássaro com uma vara. Quando ele bateu nela delicadamente, três filhotes minúsculos correram sob as asas de sua mãe morta. A mãe amorosa,em plena consciência do desastre iminente, tinha levado seus filhos para a base da árvore e reuniu-os debaixo das asas, instintivamente sabendo que a fumaça tóxica subiria. Ela poderia ter voado para a segurança, mas se recusou a abandonar seus bebês. Em seguida, o incêndio chegou e o calor tinha queimado seu corpo pequeno, a mãe havia permanecido firme … porque ela tinha se disposto a morrer, assim que aqueles sob a cobertura de suas asas viveriam. “Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas você encontrará refúgio”. (Salmo 91:4) Minhas instruções foram para enviá-lo para as pessoas que eu queria que Deus abençoasse e eu escolhi vocês. Por favor, passem esta mensagem as pessoas que você quer  abençoar. Tempo não espera por ninguém. Valorize cada momento que você tem.